segunda-feira, 22 de junho de 2015

Parece um enredo de filme trash ou uma piada de internet. Uma droga barata e viciante de fácil obtenção que apodrece a carne deixando os ossos do usuário expostos ao mundo, um verdadeiro zumbi enquanto definha. No entanto, a droga russa conhecida como Krokodil é real e apavorante.

O que é Krokodil?

Krokodil é um substituto para uma droga cara, a heroína. O princípio ativo do Krokodil, é a "desomorphine" que é vendida em alguns países da Europa (especialmente a Suiça) como substituto da morfina e é conhecida pela farmacologia desde 1932. A desomorphine é de 8 a 10 vezes mais potente do que a morfina. Trata-se de um opiáceo sintético que possui estrutura quase idêntica à da heroína.

A Codeína, um narcótico disseminado pelo mundo inteiro e de fácil acesso pode ser transformado em desomorphine com algumas reações químicas relativamente baratas. Ela então é dissolvida e injetada pelo utilizador. Considerando que a heroína custa 150 dólares cada dose e o Krokodil pode ser obtido por menos de 10 dólares fica fácil entender a razão de sua existência.

Qual a razão do Krokodil apodrecer a carne de quem usa?

O problema não é necessariamente o vício na desomorphine, a substância em si não é tão nociva, tanto que é comercializada em alguns países. O fato é que a reação que transforma codeína em desomorphine pode ser feita numa cozinha, a maioria das apreensões da droga mostrou produtos com excesso de impurezas.

Aos fabricantes de Krokodil muitas vezes faltam materiais, e, portanto, usam gasolina como solvente, utilizam também fósforo vermelho, iodo, e ácido clorídrico como reagentes para sintetizar a desomorphine a partir de comprimidos de codeína. Não há um controle de qualidade e o produto sai diretamente do "fogão para a veia", causando estragos irreparáveis no corpo destes drogados idiotas.












Cientistas descobrem corpo de bebê em caixão de bispo mumificado no século 17

Outro cadáver foi visto quando cientistas examinaram o caixão e corpo mumificado de Peder Winstrup em catedral na Suécia

Por quase 350 anos, o bispo Peder Winstrup dividiu seu caixão em uma magnífica catedral em Lund, na Suécia, levando consigo um segredo: o corpo de um pequeno bebê cuidadosamente instalado debaixo de seus pés. As informações são do site britânico "The Guardian".
Corpo mumificado de bispo estava acompanhado de criança também mumificada, dizem cientistas
Corpo mumificado de bispo estava acompanhado de criança também mumificada, dizem cientistas
O pequeno cadáver, que acredita ser o de um bebê nascido prematuramente, foi revelado pela primeira vez quando cientistas examinaram o caixão e o corpo mumificado de Peder Winstrup, um dos mais bem preservados da Europa desde o século 17.
"Uma das principais descobertas quando realizamos a exploração foi que Winstrup não está sozinho no caixão", disse Per Karsten, diretor do museu histórico da Universidade de Lund.
"Na verdade, ele tem um companheiro, uma criança, um feto de cinco a seis meses de idade que foi deliberadamente escondido debaixo de seus pés na parte inferior do caixão."
A descoberta foi uma completa surpresa para os cientistas, que esperavam apenas descobrir uma riqueza de informações sobre a vida e condições sociais do Winstrup no século 17.
O caixão imponente na cripta da catedral havia sido aberto várias vezes e uma fotografia em preto e branco quase com um século de idade mostrou a condição notável dos restos mortais, com todas as suas roupas perfeitamente preservadas e seu rosto barbudo encolhido, mas ainda reconhecível em um retrato. As investigações anteriores não encontraram o bebê, enterrado na camada profunda das flores que enchem metade do caixão.
Testes de DNA estão previstos para saber a relação entre o bispo e o bebê. No entanto, Karsten acredita que o recém nascido, que deve ter nascido prematuramente, pode ter sido colocado ilegitimamente no caixão para dar à criança um lugar de descanso cristão.
Winstrup era cientista, teólogo e um dos fundadores da Universidade de Lund em 1666, classificada entre as 100 melhores do mundo. Ele foi nomeado Bispo de Lund em 1638, mantendo o título na diocese e transferido para a Dinamarca. Ele morreu em 1679 - provavelmente, a pesquisa revelou, de pneumonia depois de várias doenças longas e dolorosas, incluindo gota, artrite, cálculos biliares e possivelmente tuberculose.

Arqueólogos descobrem pérola de 2 mil anos na Austrália

Datação por radiocarbono permitiu estimar idade da gema, descrita como "insubstituível" por um desses pesquisadoresLeia todas as notícias de Ciência

Datação por radiocarbono permitiu estimar idade da gema, descrita como

Datação por radiocarbono permitiu estimar idade da gema, descrita como "insubstituível".
Arqueólogos da Universidade de Wollongong levaram quatro anos para analisá-la e precisar sua idade usando uma tecnologia não invasiva para evitar danificá-la, afirmou o professor Kat Szabo, que participou da empreitada, à emissora local ABC News.
A datação por radiocarbono usada na concha que envolvia a pérola determinou que a pérola tinha 2 mil anos.
Mas como a gema era muito redonda, e foi descoberta próximo ao coração da indústria de pérolas da Austrália, arqueólogos tiveram de provar que não se tratava de uma criação moderna que simplesmente acabou enterrada. Pérolas naturais redondas são extremamente raras na natureza.
"Ela não tem nenhuma marca das pérolas cultivadas", explicou Szabo, acrescentando que a gema "tinha todas as assinaturas clássicas de uma peróla natural".
A pérola descoberta pelos arqueólogos possui uma coloração rosa-dourada, mas não se sabe se essa era a sua cor original ou foi resultado do longo tempo em que permaneceu enterrada. Mas Szabo disse que a gema está em ótimo estado considerando sua idade avançada. A peróla será exposta no Museu Marítimo da Austrália Ocidental até o fim deste mês.

Um vírus híbrido poderia causar uma epidemia de zumbis?

Documentário examina as possibilidades que misturas genéticas entre doenças conhecidas causem doenças dignas de filmes de terror


Cena do filme "Madrugada dos Mortos", de 2004: ressuscitar não é possível, mas alguns dos comportamentos associados a zumbis, sim
Nos filmes de zumbi, uma epidemia viral incontrolável devasta a humanidade, transformando as pessoas em monstros sem consciência e com tendências canibais. Mas se os mortos não podem voltar à vida, alguns vírus podem induzir comportamentos agressivos parecidos com os dos zumbis, segundo cientistas ouvidos pelo documentário “A Verdade por trás dos Zumbis”, da National Geographic.
Por exemplo, raiva – uma doença viral que infecta o sistema nervoso central – pode fazer com que os doentes tenham acessos violentos de loucura, de acordo com Samita Andreansky, virologista da Universidade de Miami. Combine isso com a habilidade de se espalhar pelo ar, como o vírus da gripe, e pode-se obter o início de um apocalipse zumbi.
Um mutação possível
Ao contrário dos zumbis do cinema, que se reanimam quase imediatamente após a infecção, os primeiros sinais que uma pessoa tem raiva (também chamada de hidrofobia) – como ansiedade, confusão, alucinações e paralisia – podem demorar entre dez dias e um ano para aparecer, porque o vírus fica incubado no corpo. Mas depois que a doença se instala, ela mata em uma semana, se não for tratada.
Mas se o código genético do vírus da raiva passasse por mutações, seu tempo de incubação poderia ser reduzido drasticamente, dizem os cientistas.
Muitos vírus têm altas taxas de mutação e mudam constantemente, como um modo de escapar das defesas de seus hospedeiros. Existem várias maneiras pelas quais mutações virais podem acontecer, como erros de cópia durante a replicação dos genes ou danos causados por luz ultravioleta. “Se um vírus de raiva conseguir mutar rápido o bastante, ele pode causar a infecção em poucas horas. É completamente plausível,” disse Samita.
Foto: National Geographic
Cachorro paralisado, nos estágios finais de raiva: vacinação e dificuldade de contágio tornaram doença rara
Raiva pelo ar pode criar “vírus da ira”
Mas para o vírus da raiva causar uma pandemia de zumbis como nos filmes, ele também teria que ficar muito mais contagioso.
Seres humanos normalmente pegam raiva depois de serem mordidos por um animal doente, normalmente um cachorro – e a infecção para aí. Graças a campanhas de vacinação, a doença é rara nos Estados Unidos, e são poucas as mortes causadas por ela. Em 2008, apenas dois casos de raiva humana foram relatados ao governo americano.
Um modo mais rápido de transmissão seria pelo ar, que é como o vírus da gripe se espalha.
“Tudo que a raiva precisa fazer é se tornar transmissível pelo ar, e você terá o vírus da ira, como em ‘Extermínio’, “ disse Max Mogk, chefe da Sociedade de Pesquisas de Zumbis, no documentário, se referindo ao filme de 2002 dirigido por Danny Boyle. A organização sem fins lucrativos se dedica a “elevar o nível de estudos sobre zumbis nas artes e ciências”, de acordo com seu site. http://www.zombieresearch.org/
Para isso acontecer, a raiva teria que “emprestar” traços de outro vírus, como o da gripe.
Tipos diferentes, ou cepas, do mesmo vírus podem trocar pedaços de DNA por processos de recombinação, de acordo com Elankumaran Subbiah, virologista da universidade Virginia Tech, que não participou do cdocumentário.
Mas vírus sem parentesco simplesmente não se misturam facilmente na natureza, Subbiah explica. Da mesma maneira, é inédito que dois vírus radicalmente diferentes como o da gripe e da raiva emprestem traços um do outro, diz. “Eles são diferentes demais. Não conseguem dividir informações genéticas. Vírus apenas montam partes que pertencem a eles, e não se misturam com partes de famílias diferentes”.
Receita de vírus-zumbi
Em teoria, é possível – embora extremamente difícil – criar umvírus híbrido de raiva e gripe usando técnicas modernas de engenharia genética, diz Samita.
“Sim, eu poderia imaginar um cenário onde você mistura raiva com um vírus de gripe para conseguir transmissão aérea, com sarampo para provocar mudanças de personalidade, com encefalite para cozinhar o cérebro com febre --- o que aumentaria ainda mais a agressividade – e jogar um pouco de ebola para dar algumas hemorragias internas. Combine tudo isso e você terá algo parecido com um vírus-zumbi”, a cientista diz.
“Mas a natureza não permite que as coisas aconteçam ao mesmo tempo. O que provavelmente conseguiríamos é um vírus morto.”