sexta-feira, 22 de maio de 2015

Tecnologia Cientistas tentarão transferir a consciência de uma abelha a um robô voador autônomo

Cientistas tentarão transferir a consciência de uma abelha a um robô voador autônomo

Na Inglaterra, cientistas das Universidades de Sheffield e Sussex planejam construir a primeira simulação acertada do cérebro de uma abelha que depois será transferida a um robô voador autônomo, em parte com o fim de consertar o alarmante e inexplicável decréscimo na população mundial de abelhas e seus consequentes efeitos em processos como a polinização.

Assim, o chamado "Green Brain Project", cujo custo supera o milhão e meio de dólares, é um esforço conjunto entre o Physical Sciences Research Council  e a NVIDIA Corporation, esta última responsável por fornecer as unidades de processamento gráfico de alto rendimento, básicas para simular a maneira em que o cérebro das abelhas opera.

A ambição principal dos cientistas é que esta simulação seja tão precisa que inclusive cumpra com as funções da visão e o olfato, com o qual, pensam, o mecanismo robótico obterá completa autonomia, ao permitir a relação entre o "corpo" (ou a interface cerebral) e o meio.

Se atingir seus propósitos, os pesquisadores construiriam o primeiro cérebro robótico capaz de realizar as ações complexas da espécie que tentam imitar.

A relação entre humanos e robôs por Franz Steiner


O futuro ainda não está escrito, por isso não sabemos se os robôs poderão ser perigosos um dia. O certo é que os seres humanos são curiosos, assim, irão desenvolver uma nova geração de robôs.
As imagens abaixo foram feitas por Franz Steiner, pensando no futuro que envolve humanos e robôs e as suas possíveis funções na sociedade. Uma coisa é certa, Steiner deve ter assistido a muitos filmes de ficção científica para ter ideias tão geniais!
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Cientista japonês cria andróide realista

Robô tem 41 pontos de articulação na parte superior.

Cientistas japoneses construíram o que dizem ser o andróide mais parecido com humanos já fabricado - uma andróide, aliás, chamada Repliee Q1. Ela conta com uma pele flexível de silicone ao invés do plástico duro usado em outros protótipos e vários sensores e motores permitem que se movimente de uma forma mais parecida com os humanos.
A andróide pode mover as pálpebras e as mãos como os humanos e até tem movimentos simulando a respiração. O professor Hiroshi Ishiguru, da Universidade de Osaka, projetista da andróide, afirmou que, um dia, os andróides poderão enganar os humanos, levando-os a pensar que são todos da mesma espécie. "Eu desenvolvi muitos robôs antes, mas percebi a importância da aparência. Uma aparência semelhante à dos humanos dá uma forte presença ao robô", disse.
Criança
Em um projeto anterior, o professor Ishiguru desenvolveu a Repliee R1, que tinha a aparência de uma menina japonesa de cinco anos de idade. Essa andróide se movia em nove direções diferentes e podia também mover o braço. Quatro sensores de tato colocados debaixo da pele do braço esquerdo reagiam de forma diferente a diferentes pressões aplicadas.
A andróide seguinte tinha a aparência de uma mulher japonesa. Para programar seus movimentos, um computador analisou os movimentos de um humano, e usou como modelo para a forma como a Repliee Q1 se move. Ela pode ser programada para seguir o movimento de um humano que esteja usando sensores de movimentação ou pode também agir de forma independente. "A Repliee Q1 pode interagir com as pessoas. Pode responder ao toque. Fico satisfeito mas ainda temos um longo caminho pela frente", disse Ishiguru.
O professor afirmou que poderá ser possível construir um andróide que pode se passar por humano, mesmo que seja por um período curto. "Um andróide pode fazer isso por um período curto, cinco a dez segundos. Entrentanto, se selecionarmos cuidadosamente a situação, podemos estender este período para, talvez, dez minutos", disse.
"Mais importante, descobrimos que as pessoas se esquecem que ela é uma andróide quando estão interagindo. Conscientemente é fácil ver que ela é andróide, mas, inconscientemente, reagimos como se ela fosse uma mulher", acrescentou.
No site do Laboratório de Robótica, da Universidade de Osaka, é possível baixar vídeos da Repliee Q1. O endereço é http://ed-02.ams.eng.osaka-u.ac.jp/lab/development/Humanoid/ReplieeQ1/ReplieeQ1_eng.htm

Cientista prevê transplante de cabeça em dois anos



O primeiro transplante de cabeça da história poderia ocorrer em dois anos, segundo uma reportagem publicada nesta semana pela revista NewScientist.
É a possibilidade que estuda uma equipe liderada pelo cirurgião italiano Sergio Canavero, do Grupo de Neuromodulação Avançada de Turim. O grupo deve apresentar a proposta durante uma conferência médica nos Estados Unidos neste ano.
A técnica consistiria em implantar a cabeça de um paciente de doença grave no corpo de um doador que tenha tido morte cerebral.
Em entrevista à NewScientist, Canavero disse que a cirurgia poderia prolongar a vida de pessoas que sofrem de degeneração dos músculos e nervos ou que tenham câncer.
Ele disse, porém, estar ciente de que a proposta gera muita polêmica e que entraves éticos podem ser uma grande barreira. Canavero prevê ainda que sua equipe enfrenta dificuldades para conseguir autorização para desenvolver a técnica nos Estados Unidos.
"Se a sociedade não quiser isso, eu não vou fazer. Mas se as pessoas não quiserem nos Estados Unidos ou na Europa, não significa que não será feito em outro lugar. Estou tentando fazer da forma correta. Antes de você ir à lua, tem que ter certeza que as pessoas o seguirão", disse Canavero à NewScience.

Técnica

O cirurgião italiano publicou neste mês uma lista de técnicas que tornariam o transplante possível.
Elas incluem procedimentos como resfriar a cabeça do receptor e o corpo do doador para evitar que as células morram sem oxigênio, cortar os tecidos do pescoço e conectar as veias e artérias maiores a tubos finos e seccionar os nervos da espinha.
Foto: Thinkstock
Especialistas temem que, se técnica funcionar, possa ser usada para fins estéticos
Uma das partes mais complicadas da eventual cirurgia seria conectar os nervos da espinha do corpo aos nervos da cabeça. O cirurgião usaria uma substância química com polietileno para fazer as conexões e eletrodos para estimular as novas conexões nervosas.
Canavero disse também à NewScience que logo após a cirurgia o paciente passaria semanas em coma e inicialmente seria capaz de mover os músculos do rosto e falar com a mesma voz que tinha antes. Porém, seria necessário pelo menos um ano de fisioterapia para que pudesse andar.
Segundo ele, diversas pessoas já teriam se candidatado ao procedimento.
Segundo a NewScience, um procedimento similar foi testado em um macaco nos anos 1970 por outra equipe. O animal conseguia respirar com ajuda de aparelhos mas não podia se mover, pois sua cabeça não havia sido conectada aos nervos da espinha.
O animal morreu dias depois devido à rejeição de tecidos.

Chances

A revista ouviu diversos especialistas na área que se disseram céticos em relação à viabilidade da técnica. Alguns ressaltaram pontos técnicos difíceis de resolver, tais como a dificuldade de fazer o paciente passar pelo coma de forma saudável.
Outros levantaram dilemas éticos, como a possibilidade de que, se der certo, a cirurgia seja usada para fins cosméticos. Ou disseram que o procedimento pode até se tornar realidade, mas não em um prazo tão curto.

Pesquisadores criam nanorobôs que caçam e destroem células cancerígenas


ja  conhecemos alguns fatos fascinantes acerca do uso e desenvolvimento da nanotecnologia – este tema, inclusive, é uma das pautas que mais recebe atenção por parte da “Universidade da Google”. E pesquisas acerca deste profícuo ramo da tecnologia invadem, naturalmente, o campo da medicina. Fato é que pesquisadores do Centro de Câncer Devis da Universidade da Califórnia (UCDCC) publicaram nesta semana um estudo sobre a criação de nanopartículas capazes de combater células cancerígenas.
Sob o nome de “nanoporphyrin”, a nanotecnologia pode “caçar e destruir tumores com câncer pelo corpo”. O desenvolvimento deste promissor processo de identificação e combate à doença foi possível graças à instalação de um módulo de reconhecimento de tumores em nanorobôs. Estes pequenos caçadores inteligentes injetam drogas somente em células acometidas por câncer, destruindo, desta forma, os tecidos doentes.
As diretrizes de ação deste método são notavelmente mais eficazes do que as dos tratamentos realizados por meio de quimioterapia – o uso de substâncias químicas que afetam o comportamento celular e combatem tecidos cancerígenos acaba por danificar células saudáveis; problema este não notado pelos pesquisadores do UCDCC. Os estudos encontram-se ainda sob fase de desenvolvimento, mas horizontes inspiradores já podem ser vislumbrados às custas da parceria entre medicina e nanotecnologia.